Considerações
sobre o texto:
“ As Tecnologias
Digitais de Comunicação e Informação no Cotidiano do Coordenador Pedagógico” –
o papel do coordenador pedagógico na integração das TICs no currículo escolar e
seus principais desafios na contemporaneidade.
_ Fernando
da Silva Filho.
O texto destaca as profundas transformações vivenciadas na atualidade
principalmente no que se refere às tecnologias digitais de comunicação e
informação (TDIC) com destaque para a internet.
A tecnologia já faz parte do nosso cotidiano. Isso é fato consumado. Praticamente
em todos os momentos da nossa rotina diária, fazemos uso das tecnologias. E
essa realidade não poderia ficar de fora do ambiente escolar.
O texto destaca que as tecnologias têm chegado à escola com
impressionante rapidez, e que esse recurso tecnológico é uma instância de
aprendizagem essencial à formação do educando. No entanto, o texto destaca
fazendo referencia à Almeida (2000), que embora os computadores estejam cada
vez mais presentes nas escolas ainda não sentimos o impacto das mudanças que
poderiam ser causadas pela inserção desta tecnologia no processo de ensino e
aprendizagem principalmente nos indicadores educacionais.
Os autores destacam ainda, que a inserção das tecnologias digitais na
prática docente é um aspecto do planejamento que requer um cuidado especial. E,
que nesse sentido o coordenador pedagógico como principal articulador da
formação continuada na escola tem papal imprescindível na inserção da
tecnologia no currículo escolar.
Diante do exposto, O papel do
coordenador pedagógico se destaca, uma vez que ele é o profissional, dentro
da escola, que faz a formação contínua do professor, e lhe traz ferramentas
novas para atuar dentro da sala de aula, sendo um ponto de referência para
estes.
Portanto, a escola e os profissionais da educação têm um grande desafio
que é encontrar meios de inserir os recursos tecnológicos no ambiente escoar e
de fazer bom uso dessa poderosa ferramenta, com o objetivo de incrementar o desenvolvimento
intelectual do aluno.
O fato é que vivemos duas realidades educacionais: o da escola particular
que praticamente usa todos os recursos tecnológicos no ambiente escolar; e o da
escola pública que gasta rios de dinheiro tentando inserir as tecnologias sem
conseguir resultados satisfatórios e não passando de puro modismo.
Conforme Oliveira (1997), citando Derval (1986), nos Estados Unidos, em
1983, 53% das escolas já utilizavam computadores e, ao mesmo tempo, na França
estava sendo desenvolvido o plano “Informática para todos”, que postulava a
formação de milhares de professores e a instalação de milhares de micros, com
perspectiva de atender 11 milhões de alunos. Nestes países, não houve apenas o
uso de um modismo como qualquer outro, mas a convicção das possibilidades a ser
alcançadas com tal tecnologia.
No nosso país conforme Oliveira (1997), as primeiras ações governamentais
implementadas no intuito de interligar educação com informática ocorreram em
1979 quando a SEI (Secretaria Especial de Informática) escolheu o setor
educacional, ao lado dos da agricultura, saúde e indústria, como sendo um
daqueles a que seria dado maior apoio, com o objetivo de viabilizar a
utilização de recursos computacionais em suas atividades.
De lá pra cá pouco coisa mudou. Devemos ter em mente que a escola deve
assegurar a inserção de seus alunos na era digital, mesclando o saber
tradicional com a utilização dos recursos proporcionados pelos avanços das
tecnologias da informação e da comunicação.
O governo tem que traçar políticas que permitam a inserção das
tecnologias no ambiente escolar. Sem este acesso, a cidadania desses alunos, estará
ameaçada, pois aqueles que não tiverem o domínio das novas tecnologias estarão
ameaçados de exclusão na nova sociedade da informação.
No entanto, algumas pesquisas apontam que a escola é uma das instituições
que mais demoram a inovar e avançar e para agravar a situação, muitos
professores resistem em aceitar as inovações.
O professor deve reconhecer também, que ele não é mais o detentor de todo
o conhecimento. Com o advento das tecnologias, o conhecimento pode ser
adquirido em qualquer lugar e a qualquer momento. No entanto, alguns preferem não
valorizar a tecnologia e continuar com os meios que já dominam para planejar
suas aulas, rejeitando qualquer possibilidade de mudança. Talvez com medo de
correr o risco de achar que pode perder o controle do processo educativo e se
tornar obsoleto.
O fato de que o equipamento tecnológico existe na escola, mas não é usado
porque ninguém sabe utilizá-lo ou não tem interesse em aprender, tornou-se uma
desculpa inaceitável. Está comprovado que as tecnologias podem colaborar para a
melhoria da qualidade na educação. Portanto, o professor precisa fazer sua
parte buscando aprimorar a própria formação e se desvincular da condição de
único detentor do conhecimento.
Para que o professor se sinta estimulado a buscar novos conhecimentos, é
urgente e necessária uma valorização de seu papel na sociedade para que ele
tenha estímulo de encontrar nas tecnologias novas formas de ensino.
É bem verdade que muitos professores não se sentem motivados a buscar
essa qualificação ou enfrentar novos desafios. Fazem parte de um grupo de
profissionais que ficam inertes devido ao fato de que historicamente os
professores nunca tiveram o seu devido reconhecimento no processo educacional. Salários
baixos, jornadas de trabalho extremamente pesadas – muitos trabalham os três
turnos – ausência de recursos e materiais didáticos nas escolas.
No entanto, isso não é motivo para acomodação, o professor deve ter a
consciência que não basta apenas à capacitação inicial, pois esse processo não
terminará jamais. Ingressamos em uma área que está sempre em atualização, a
cada dia surgem novidades tecnológicas e novas ferramentas de trabalho.
Diante dessa nova realidade, o professor deve estar aberto para as
mudanças e assumir o papel de facilitador do processo de ensino e de
aprendizagem. Ele precisa aprender a aprender e a lidar com as rápidas
mudanças.
Diante do exposto, o coordenador pedagógico assume um papel de
fundamental importância dentro da escola, pois ele é o responsável pela
formação contínua dos professores, sendo um ponto de referência para estes.
Assim, deve partir na frente em busca de se inteirar da utilização das
tecnologias no ambiente escolar para em seguida estimular sua equipe no uso
desses recursos no currículo escolar.
O coordenador deve inserir as novas tecnologias em sua rotina de trabalho
pedagógico para em seguida envolver o corpo docente no processo. No entanto, o coordenador pedagógico e o
corpo docente não devem orientar o seu trabalho por modismos ou pela
crença de que as tecnologias poderão resolver todos os problemas de
aprendizagem educacional, mas acreditar nos recursos tecnológicos como uma
ferramenta que tem potencial pedagógico na construção do conhecimento dos alunos.
Só assim, os recursos didáticos mediados pela tecnologia digital como os
Tablets, celulares, computadores, softwares educativos, CD-Room interativo,
animações em 3D, vídeo-documentários, lousas digitais, notebooks, projetores
multimídia, blogs, enciclopédias digitais, jornais e revistas online, ambientes
virtuais de aprendizagem, redes sociais e internet poderão cumprir seu papel
como recurso pedagógico na melhoria da qualidade da aprendizagem educacional.
Por fim, ciente de que o avanço tecnológico não tem volta, e de que cada
vez mais a tecnologia tem feito parte de nosso cotidiano, as instituições de
ensino têm o desafio de passar por uma reformulação para tornarem-se mais
atrativas, no sentido de promover mudanças significativas no processo de
ensino-aprendizagem para poder pensar em colaborar na formação de um novo homem
que seja capaz lidar com diferentes situações, resolver problemas imprevistos,
ser flexível e estar sempre aprendendo. Ou seja, em constante evolução.
Fortaleza, setembro de 2013.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, M E de. Informática e
formação de professores. Brasília: Ministério da Educação, 2000.
OLIVEIRA,
Ramon de. Informática educativa: dos planos e discursos à sala de aula.
Campinas, SP: Papirus, 1997.
ROCHA, S. S. D. ; SALES, V. M. B
; OLIVEIRA, L. X. . A incorporação das TICs no cotidiano escolar: uma década
depois, o que mudou?. In: XX EPENN Encontro de Pesquisa Educacional do
Norte e Nordeste, 2011, Manaus. Educação, Culturas e diversidades. Manaus:
UFAM, 2011. v. unico.
ROCHA, S.S.D. Além do
quadro-negro: concepções docentes acerca da utilização dos recursos
midiaticos na escola. Monografia de especialização em Mídias em Educação, 2009.
Universidade Federal do Ceará.
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